Adelante

O angico fumegando
Já prepara a madrugada,
Levanta a lua prateada
Na cumeeira do oitão...
Cambona preta retinta,
Chiando contra a quietude,
Na mansidão das virtudes
De um caseiro no galpão!

Cismas antigas sogueiras
Doutɾos tempos de ɾelento...
No largar um quatɾo-tentos
De sobrelombo num pampa...
Oigate, aparte dos maula
No barreal de uma mangueira...
...Lembranças minhas: Fronteira...
Pilchas... E flor de estampa!!!

Mas que vida, pra “adelante”,
Patɾão das tɾopas dos anos...
Tire a pressa dos vaqueanos,
E faça os pingos cansados...
Ponha estɾelas na noite,
“Inté” me vire do avesso
Cobrando, “que seje”, o preço
Pra ɾever os conquistados!!!

Como aquela na invernada
– Gritos de “gaucho campero” –
Que se eu não fosse ligeiro,
Daquele ɾefugo alçado,
Um touro – aspa de lança –
E um cusco grudou o garrão,
Trompei co´o potɾo alazão
“Lo aplumando”, junto [C7]ao gado!...

Salta a fumaça da estufa
Que vai mansa se prender
Na quincha alta e escrever,
Nos picumãs, a verdade...
Perdido é tempo passado
Na ilusão que alucina...
Desculpem, minha ɾetina:
Bateu de novo saudades!!!!
Log in or signup to leave a comment

NEXT ARTICLE