Fui rio... de pedras e espumas,
Levando canções sinuelas
Com céus e sóis dentro d’água...
– Lumes de lua e estrelas!...
Fui rio... de murmúrios suaves
Na busca ansiosa do mar,
Guardando o canto das aves...
...E um afluente no olhar!
Fui [F]ɾio... que tinha nas veias
A água, o sol da poesia...
– Sol e lua... estɾela e chuva...
Que dentɾo de mim corria!
Fui [F]cosmos de peixe e pão...
Chalana, ɾemanso e ponte...
Sem [A]bandeira – sem [A]fronteira –
Ébrio de luz e horizonte!...
– Fecundei cantos balseiros
Na foz que um dia secou...
E inundei sonhos costeiros
Do ɾio que foi meu avô!...
...De tantos prantos que eu tive
Ficou só um – que sou eu:
Ninguém me ajudou na vida...
...E o ɾio que eu era... morreu!...
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