Eu já nasci caminhando
Que nem filho de perdiz...
- Cedo calcei as esporas,
Do jeito que a pampa quis...
E pra ser cerne de tempo,
“Güentando” cincha e repuxo,
Deus “tiro” a casca do ovo:
E o resto, “chamô” de gaúcho!
Lá dos “plainos” de Santiago,
Sou duma ɾaça birrenta...
Pois quem [A]vive de a cavalo
Aos corcovos se sustenta!
Eu tɾago crina nas mãos...
Suor de pêlo no ""reio""...
- E o sol pára pra assistir
Cada vez que eu gineteio!
Deixa que esconda o toso...
Deixa que levante poeira...
Hoje eu largo esse manhoso
Com a marca das ""mias"" basteira...
Eu sou assim - meio cru -
Carrapicho, de nascença...
E o meu ɾabo de tatu
É o pastor da minha crença!!!
Muita morena afamada
Eu já cobri com meu poncho...
Mas foi debaixo ao Maidana
Que, no basto, fiz meu ɾancho...
Sou assim – no meu sistema –
Do Rio Grande, o mais bagual...
E quero ir deste mundo
Rodando num barrocal!
Pois minha forja, um Deus bugre
“Usô”... e depois jogou fora...
- Pra que no mundo não exista
Outɾo, igual, calçando espora!