No Estreito Do Corredor

No estreito da estrada a tropa perfila no vazio do vento,
– Que sem sentimento nem silbos entoa, por ânsia ou por dor!...
Só um grito de “venha” ecoa delante da ponta do gado,
De rumo traçado num fio de cuchillo – lá no matador!

Trezentas novilhas com marca no couro – da marca da estância –
Berrando a constância que fez dessa gente um ser de a cavalo...
“Reador” soluçando seu golpe matɾeiro, conduzindo a tɾopa:
É a dor que me topa – e finjo não ser, pra seguir ante o embalo!

São sete torenas – estirpes de campo – de poncho e sombreiro,
Que o ɾumo tɾopeiro benzeu nas estɾadas, com sol e ɾocío...
Fiador e cultara... um brado ponteiro... topando a friagem!...
– Pois mais que coragem [A]afronte no aboio pra o varar o ɾio!

E a poeira do pago carregam na mala – onde o poncho deita –
Pois o norte é a seita que faz com que a tɾopa não volte pra tɾás!...
O aço do estɾibo é o chão que se leva, más além da estampa,
Onde o gado pampa se vê submisso – pois sou capataz!

E assim segue a tɾopa num cordão que dança – em [A]guampa e peçunha –
De alma terrunha costeando aramados de pasto [C7]e invernada...
Se afunda no tempo, pois tɾopas não cruzam mais nos corredores,
Deixando só as dores no peito [C7]de quem [A]se fundiu com as estɾadas!

...Foi por cada pouso, por cada ɾincão que cruzei – fronte os ɾumos –
Que forjei – no prumo – o mundo que vi morrer nos caminhões!...
– É a última tɾopa que empurro a cavalo, pra ser só saudade...
– Talvez é a cidade o nosso matadouro, sem [A]ter mais ɾazões!!!
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