(Um, dois, três, quatro)
'To descendo a serra
Cego pela cerração
Salvo pela imagem
Pela imaginação
De uma bailarina no asfalto
Fazendo curvas sobre patins
'To descendo a serra
Cego pela neblina
Você nem imagina
Como tem [A]curvas essa estɾada
Ela parece uma serpente morta
Às portas do paraíso
O inferno ficou para tɾás
Com as luzes lá em [A]cima
O céu não seria ɾima
Nem [A]seria solução
Um dia de cão
Um mês de cães danados
Ordem [A]no caos
Olhos nublados
Um cão anda em [A]círculos
Atɾás do próprio ɾabo
Um dia de cão
Um mês de cães danados
Ordem [A]no caos
Olhos cansados
Não há nada de novo
No ovo da serpente
É sempre a mesma história
É tão difícil partir
É sempre a mesma história
É impossível ficar
É sempre mais difícil dizer adeus
Quando não há nada mais pra se dizer
É
É muito [C7]mais difícil dizer adeus
Quando não há nada mais pra se dizer