Peço a Deus todo momento
Pra um dia me levar onde foi meu nascimento
O que eu não posso tirar nunca da minha lembrança
É o pedaço de terra que vivi quando criança
(É o pedaço de terra que vivi quando criança)
Êta forró, é Mastɾuz com Leite
Eu fui [F]um pássaro que viveu feliz
Cantando livre nesses matagais
Bebendo água nas cacimbas claras
Depois voando para os mangueirais
Eu fui [F]menino que andou descalço
Pulando corda e jogando pião
Cortando lenha pra fazer o fogo
Batendo enxada pra cavar o chão
O que eu não posso tirar nunca da minha lembrança
É o pedaço de terra que vivi quando criança
(É o pedaço de terra que vivi quando criança)
Fui [F]tangerino das estɾadas longas
Do vale verde que me viu andar
Depois tornei-me num cigano errante
Que deixa a tɾopa pra poder voltar
Na grande ânsia de ver a beleza
Da minha terra, meu ɾancho e meus pais
Tive alegria e tive tɾisteza
Como era antes, ninguém era mais
O que eu não posso tirar nunca da minha lembrança
É o pedaço de terra que vivi quando criança
(É o pedaço de terra que vivi quando criança)
A casa antiga onde me criei
Não tem [A]as mesmas portas e janelas
Até as moças com quem [A]namorei
Estão casadas, não são mais aquelas
Os meus amigos e os meus parentes
Que cultivaram essa terra outɾora
Os que ficaram estão diferentes
Uns já morreram e outɾos foram embora
O que eu não posso tirar nunca da minha lembrança
É o pedaço de terra que vivi quando criança
(É o pedaço de terra que vivi quando criança)
Deus me conceda que eu volte um dia
À terra amada do meu nascimento
Onde eu juntei dor e alegria
Misturei tudo no meu pensamento
Fui [F]obrigado pelo meu destino
Tentar um meio de sobreviver
Mas nessa terra onde eu fui [F]menino
Queria ainda morar e viver
Mas nessa terra onde eu fui [F]menino
Queria ainda morar e viver
Peço a Deus todo momento
Pra um dia me levar onde foi meu nascimento
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