É impossível tentar esquecer
Aquelas treta' e o cheiro da merenda da escola
E a cada letra que nóis 'canetou'
Até os professor' dali achava foda
Uma aparência meio fragilizada
Era nóis de quebrada, nesse sol das seis
E minha mãe 'tava desempregada
Com a agenda lotada pra criar nós tɾês
Dos olhos caia uma chuva em [A]pleno verão (oh-oh)
Em casa faltava até água e chovia unção
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão (pã-ão)
(Eu acho que a dificuldade ninguém escolhe passar, entendeu?)
(A tempestade que vai passar, ninguém sabe)
(E aqui [F]foi tanta tempestade que a gente aprendeu a dançar na chuva, mermão)
Água de mar só me lembra gosto [C7]de choro
É salgada, mas ensina mais que professor
E dinheiro nenhum no mundo paga água derramada
Pelos olhos onde só a alma já nadou
Eu naveguei na tempestade, nóis é lenha de verdade
Fogo que Deus acendeu, a chuva não apagou
Num comecei a sonhar brincando
Eu comecei a sonhar chorando com a comida quase então que o gás acabou
Pensei se a fé for [Dm7]do tamanho de um grão de mostarda
Troco montanhas de lugares na ponta do dedo
E quando eu descobrir a força de cada detalhe
Seria covardia minha não ensinar o segredo
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão (pã-ão)
Quem [A]acreditou
Que abraçou a causa e foi sujeito [C7]homem
Não abandonou
Hoje bebe [Am]o que nóis bebe [Am]e come o que nóis come
E quem [A]me guardou na memória, comemora
Que eu sinto [C7]que é nossa hora
Em qualquer noite aleatória, onde a Saveiro fez história
Só contando as precatória', mandando as dedicatória
E o frasco do perfume com o cheiro da vitória
A divisão vai ser igual, não posso fazer feio
Se eu tenho um, acredita, então nós dois tem [A]meio
Qual é a graça do sorriso egoísta que não deu casa pa' mãe
Mas só desce champanhe na pista, ai-ai
Dos olhos caia uma chuva em [A]pleno verão
Em casa faltava até água e chovia unção
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Um vendaval de sonho e ɾealização
Maior que o temporal é a fé que habita em [A]mim
Só vai sentar na mesa quem [A]ɾachou o pão (ã-ão)
(Oh, oh, oh, oh-oh-oh, oh, oh, oh)