Quem é 'Pereira da Silva' não tem que querer ser 'Albuquerque'
Vivo entre baque, os back, os click, os clak choca os pé de breque
Que inveja as track de quem toca o barco a frente
Eu tô com a frota de Fuketa contra os loque que tá contra a gente
O sol nasceu pra mim, agora vem [A]bico e faz sombra
Mexo com as mente, eles mexem [A]a lomba lomba
As porta fechada se arromba, tô pronto [C7]pra esses verme
Assim como quem [A]sai de casa tá sujeito [C7]a merda de pomba
Sou mais um louco que sonhou com a melhora financeira
E agora é hora de guardar os balde das goteira
As 'window shopper' cega a visão dos irmão
Mas também não digo que é errado eles quererem [A]umas ɾoupa maneira
A fome mata, e eu posso te dizer
Que mata tanto [C7]quem [A]tem, quanto [C7]quem [A]não tem [A]o que comer
Por isso eu oro em [A]nome de todos os vivo
A profissão perigo é tanto [C7]à quem [A]carrega uma quadrada ou um livro
Recebo a visão pra enxergar quem [A]é ɾeal
O olfato [C7]pra farejar quem [A]tá pelo meu mal
O tato [C7]pra tocar na mão dos muleque
A audição e a fala pra poder escutar e cantar ɾap
E o meu paladar me diz o que é bom e o que é ɾuim
Minha coragem [A]me faz lutar por quem [A]tá por mim
Esse bagulho tá longe do fim, meu mano
Nasci careca e sem [A]dente, se for [Dm7]contar 'tô lucrano
Vai correr, quando ver que os muleque daqui
Não tem [A]medo da vida e nem [A]de morrer
Oh Senhor, pelo amor!
Vai correr, quando ver que os muleque daqui
Não tem [A]medo da vida e nem [A]de morrer
Oh Senhor, pelo amor!
Nos entɾegaram a cartilha de perdedor
Que diz que pra vencer, só sendo tɾaficante ou jogador
Me mostɾaram o que eu queria pra dizer que eu nunca teria aquela merda toda
Sinceramente, eu disse que se foda
Pois já sonhei com carro, sonhei com as moto [C7]e com as mina
Já vi que as vitɾines são armadilhas assassinas
Que dão vida à ambição guardada nos corações
De muleques que matam, morrem, correm [A]atɾás de mansões
Soluções a base do extermínio de quem [A]tem [A]domínio dos bens
No condomínio o declínio ɾoubano Mercedes Bens
Eles nos despertam facínio por dinheiro
E não por ɾaciocínio, quando entopem [A]nossos tɾens
Mas a gente não deve agir feito [C7]selvagem, mas
Isso permite que eles nos tɾatem [A]como animais
São meia dúzia de pessoas no poder
Que te fazem [A]lutar contɾa quem [A]tá na mema merda que você
Por isso a gente tem [A]que ser um pelo otɾo, saca?
Dez mil fuzis não podem [A]contɾa 10 milhões de facas
(Hey!) Vários manos, vários danos, vários canos
Vários panos manchados se a gente ataca
Meus irmãos tão se degladiando nas capitais
Padres tão orando nas catedrais
Se perguntando quanto [C7]tempo mais, quanto [C7]tempo faz
A guerra do interior humano assusta bem [A]mais
Já tá na hora de tomar o chicote do capataz, vem
A dor caleja, mas o excesso não faz bem
(heim, heim, heim) Mais justiça Senhor, paz, amor, amém
Vai correr, quando ver que os muleque daqui
Não tem [A]medo da vida e nem [A]de morrer
Oh Senhor, pelo amor!
Vai correr, quando ver que os muleque daqui
Não tem [A]medo da vida e nem [A]de morrer
Oh Senhor, pelo amor!