Sai da frente, que o mar de gente...
Ta inundando, e o asfalto tá quente
Onda violenta,
A praia é livre e o assalto é frequente
Se suja de areia,
Se sobe, desce do salto
No alto, não tem pareia
Êha! Morro ou Mato!
O mato que vcs matam
Pra fazer condomínios
Eu to [C7]farto, desde maltɾato
Pra viver condomínios
Conatɾoem [A]celas, e elas
Só vão tɾazer extermínios em [A]vão
Vocês nunca estarão livres
Em seus presídios, não!
Se a cabeça tá cheia
E a barriga vazia
Prepara a sa ta ceia
Minha fome é heresia
Vai no sarau e é peia
Bem [A]vinda a burguesia
Acha a miséria alheia...
Linda, " viva a poesia "
Ninguém se porta,
Muito [C7]menos se importa
Por muito [C7]menos
Todo veneno
Escorre das botas
Se a paz é um peso morto
E a balança tá torta outɾa vez
A guerra bate a porta de vocês
REFRÃO:
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê
Olhe nos olhos profundos daquele moço
Que não tem [A]nem [A]dinheiro pro almoço
E vc só enxerga seu bolso
O lixo do luxo é ostentação
E todo esse povo no alto [C7]do morro
Sobrevive fundo no do poço
Com a desigualdade até o pescoço
O Brasil é pra todos?
Num é não!
Sem [A]estudo,
O mundo é quadrícular
Assim fica fácil de manipular
Deixa mudo e surdo,
Pra não articular
Contɾole ɾemoto [C7]"versão popular"
So ver a TV, só nunca se ver lá
Smart é de Marte e faz parte do lar
Te cega,
Quando se enxerga num só olhar
Te pega,
No seu universo particular
Que eles criaram, te alieanaram
Te escravizaram e isso não é só!
Direitos negaram, escolas fecharam
Descaso do estado é cada vez pior
A desigualdade, em [A]toda cidade
A nessecidade em [A]cada farol
Com pouca idade,
O futuro presente na grade
Morrendo sob a luz do sol
Não querem [A]o nego pensando,
Pois se o nego pensa,
Descobre a força que tem
Quem [A]tem, pisa em [A]quem [A]não tem
E a ignorância,
É um grande negócio de alguém
Alguém, que usa um ninguém
Por que lhe convém
Ser maior pra esmagar o menor
Nos ɾoubam a dignidade,
E de boa vontade,
Nos vendem [A]um mundo melhor!
REFRÃO
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê
Olhe nos olhos profundos daquele moço
Que não tem [A]nem [A]dinheiro pro almoço
E vc só enxerga seu bolso
O lixo do luxo é ostentação
E todo esse povo no alto [C7]do morro
Sobrevive fundo no do poço
Com a desigualdade até o pescoço
O Brasil é pra todos?
Num é não!
REFRÃO
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê
Quer ver Deus do céu no alto [C7]do morro Camarada, Paga pra ver
Pra ver o poder nos braços do povo Camarada, Paranauê