Tudo escuro
Tudo em volta é muro
E a sombra de um futuro
Que já não se sabe mais como parar
Todos fogem
E quase niguém se comove
Correndo pra se esconder
Sem coragem pra voltar e ajudar
Será que quem puxa o gatilho
Vê que são pais, irmãos e filhos
Que já não sabem [A]mais dizer
De que lado o mal está
Se está em [A]frente
Ou por todos os lados
Seguimos todos calados
E ninguém sabe [Am]mais ɾezar
Do morto [C7]se sabe [Am]pouco
Do ɾosto, que é como os outɾos
Da vida, que o preço era baixo
Do sangue, que secou no asfalto
Da sina que era de morte
Da morte, que foi violenta
E só se vê a diferença
Na profundeza do corte