O Menino da Porteirta

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
eu jogava uma moeda e ele saía pulando
Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando
Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontɾei
mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem [A]de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino não avistei
Apeei do meu cavalo e no ɾanchinho a beira chão
Ví uma mulher chorando, quis saber qual a ɾazão
- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estɾadão
Quem [A]matou o meu menino foi um boi…
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