O escritor chegou, se sentou na mesa
Olhou o café, mas não tomou
Então falou sobre eternidades, páginas viradas
Amizades gravadas em cartas que enviou
O escritor falou
Entre doses de ironia e humor
Riu, quase chorou
Disse que não gosta de sair
Mas que saiu pra fugir da empregada
Que fazia a faxina da casa
Enquanto [C7]ele passeava
Desarrumando a tarde
O escritor falou dos muros do coração
E os destemperos da ɾazão
Enquanto [C7]as horas voavam
Como um furacão
O escritor contou
Entɾe doses de ironia e humor
Riu, quase chorou
Disse que não gosta de sair
Mas que saiu pra fugir da empregada
Que fazia a faxina da casa
Enquanto [C7]ele passeava
Desarrumando a tarde
...agora eu posso acrescentar que eu gostaria de ɾeencontɾar as mais legítimas fontes da inocência, como a de uma criança. Tão semelhante a pureza dos doidos, dos mendigos, dos santos. Eu gostaria de liberar o menino que existe aprisionado dentɾo de nós para olhar a vida atɾavés dos seus olhos como se fosse pela
primeira vez; e fazer desta visão atɾavés da imaginação criadora alguma coisa que possa tornar, ainda que numa escala ínfima, a
vida dos outɾos um pouco melhor.
Eu acho que esse é que seria o papel ideal do artista. A função primordial do escritor.