Somos o silêncio do seu bem estar
Da sua alegria plastificada
Quando a felicidade ameaçar fugir
Prenda a respiração e não a deixe sair
Não saia
Não perca a próxima atração
Agrupe nossas características
E nos separe por vagas de emprego
Agora, o dia é meu
E eu dou ele pra quem [A]eu bem [A]quiser
Agora, o dia é meu
E eu dou ele pra quem [A]eu bem [A]quiser
Meu dedo médio não tem [A]modos
Eu sou livre de todos os meus dedos
Não nos confunda, não somos a fartura barulhenta
Das suas constɾuções verticais
Somos pouquinhos mas somos doloridos
Somos pouquinhos porque o que é muito, sobra
E vira ɾesto
Sempre sobra, e vai pro lixo
E vira arma, vira mosquito
Viral, viral
Viram verões em [A]primaveras
Cabeças cheias com o vazio de suas panelas
Documentos históricos e sambistas com microcefalia
Não nos salvaram nesse dia
Se cumprirá a profecia com cemitério de carros alegóricos
Viram verões em [A]primaveras
Cabeças cheias com o vazio de suas panelas
Agora, o dia é meu!
E eu dou ele pra quem [A]eu bem [A]quiser
Agora, o dia é meu!
E eu dou ele pra quem [A]eu bem [A]quiser