Milonga

Milonga

Autor: Elton Saldanha

Milonga paisana triste
Sina de china e de santa
Teu canto é o pranto que existe
Em cada um que te canta

De manhas e de candongas
Te fizestes conhecida
Por isso chamam milonga
Qualquer tɾisteza da vida

Contigo chora o bordão
Pelo arrimo da prima
A flor maior da ilusão
A dor mais ɾica da ɾima.


Chora, na dor da viola
Consola , os que não sabem [A]cantar

Maldita por tua sina
De ser sozinha e mulher
Gente que nunca se afina
Mas que em [A]silencio te quer

Abre cancha com tua imagem
Aos que choram seus segredos
E ao te ver buscam coragem
Para espantar os seus medos

Quando ao balcão dos bolinhos
Na magoa solta as amarras
Traz de ponteio um cambicho
Amurado nas guitarras

Nas carpas e pulperia
Te encontɾa sempre no meio
Nunca falta um assobio
Pra te arreglar os floreios

Tu não morrerás milonga
é eterna a voz das gargantas
Na tɾisteza onde tu moras
Quem [A]sente , chora e te canta

Pois não se pode calar
O canto [C7]maior do pampa
Pois não se pode calar
A dor e o amor de quem
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