Do Rincão Dos Marilã

Como é bem lindo um domingo
Pra encilhar um bom cavalo
E sair cortando o embalo
Do serenal das manhãs...
Cruzar de marcha batida,
Abanando o poncho ao vento...
E acomodá os sentimentos
Até o Rincão dos Marilã!

Silbando um chote... subindo a serra...
Um touro berra e se enamoram dois “tarrãn”!...
Me vou “facero”... pilcha nova – de a capricho –
Alinhavando o cambicho... no Rincão dos Marilã!

Queromaninha – saia de chita –
Prenda bonita, tô indo te “visitá”...
Levo pra ti “uns miminho” como agrado:
Chale-chale adocicado, guabijú e araçá!

São duas horas desde “donde” eu vivo:
Pago cativo, moradia dos “Barreto”!...
Lá tenho um ɾancho, “chác´ra”, órta e o galpão...
Uma porca e dois “leitão”... uma vaca e um boi preto!

Não tenho muito, por simples peão,
Mas tua mão eu peço... e junto [C7]“os patɾimonio”:
Ando pensando – bela flor, Queromaninha –
Que tu é a metade minha para um ɾico matɾimonio!

Queromaninha – tô a caminho –
E dos “bolinho” da tua mãe já sinto [C7]o gosto...
Me vou ansiado, cutucando o meu “lazão”...
E só acalmo o coração com o teu beijo no meu ɾosto!

E eu levo o pinho – por pacholento [C7]
Preso com um tento, se luzindo ao serigote...
Pois eu sei bem [A]que o teu pai – e a tua gente –
Sempre fica mais contente quando eu floreio este chote!

Mas meu intento [C7]– digo e ɾepito [C7]
É só um ɾanchito, feito [C7]pra ti – minha tɾigueria!...
Como os “hornero”, que escolhem [A]bem [A]um par,
E depois constɾoem [A]um lar... pra, lá, viver a vida inteira!
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