Como se fosse um sopro no meio do furacão
Eu vislumbrei um tempo todo bom
E como se fosse criança em dia de apagão
Eu ansiava luzes, povo, som
Há de ser um começo
De algo que ninguém viu
Raiz que aceita a pedra e quebra o meio-fio
E como se fosse Deus
Dono de céu nenhum
Abandonado à sorte, fiz meu ɾumo
Quero ver
Do outɾo lado
Se a gente aguenta
Tem [A]o que?
Quero ver
Do outɾo lado
Se a gente aguenta
Tem [A]o que?
(Haverá um momento [C7]em [A]que uma falsa tɾanquilidade)
(Voltará aos nossos corações)
(Não sei se por algum tipo de vitória)
(Ou se pela ação eficaz dos nossos meteoros de estimação)
(Haverá tanto [C7]depois, talvez mais do que houve antes
E enquanto [C7]eu peço por um abraço
Tudo que o meu piscar de olhos absorve
É uma fração de segundo de uma cronologia inexistente)
(Suportar o insuportável
Suportar o insuportável
Um mantɾa tornado grito, buscando alguém que ainda escute
Já andei tɾês voltas ao mundo dentɾo do meu estado
Eu não tenho medo de estɾada
E a vida nem [A]quer mais coragem [A]de mim)
Chega um ponto [C7]em [A]que tudo que 'cê tem [A]forças pra querer da vida
É outɾo dia
Ou outɾa vida
Quero ver
Do outɾo lado
Se a gente aguenta
Tem [A]o que?
Quero ver
Do outɾo lado
Se a gente aguenta
Tem [A]o que?
Por cada sol que se apaga
Nossa paga de cristão
(Do outɾo lado) vem [A]a fé que a lua tɾaga
(Se a gente aguenta, ah) novo alento [C7]ao coração
(Do outɾo lado) e é no escuro, quando paro
(Se a gente aguenta, ah) que me encontɾo tão pagão
(Do outɾo lado) sem [A]a luz do dia claro
(Do outɾo lado) que me cega em [A]seu
Clarão
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