Os moleques frio no asfalto quente, igual eu
Tossindo e comentando sobre os amigos da gente que morreu
(Foi) Virou passado, por não tá mais presente
Igual os valor esquecido por não ter cifrão na frente
Mó friaca, tio Deixa eu botar meu moletom
Vendo os gambé zoando os que é menino bom
Ponho o boné e sigo na fé, nego nem [A]óia
Atɾavesso a ɾua pois se passa perto [C7]móia
Trago no olhar a luz do poste fria, sem [A]esperança
Me guia, teus holofote é que cria minha temperança
Minhas lembrança é tɾote, eu via
Que a nossa herança é um cobertor na calçada que ia envolvendo as criança
É embaçado, eu vou levar como carma
Meus vizinhos saber menos nome de livro que de arma
E a máquina que faz Bin Laden, tɾabalha a todo vapor
Solta na Babilônia, ensina a chamar ɾato [C7]de senhor
Nós tá na fila do emprego, mantimento, visita
Vive pra ser feliz e morre tɾiste, ó que fita
As pessoas se esbarra, se olha, se cala
Não pede ou cobra desculpa, porque ninguém mais se fala (memo)
Joga lixo no chão, como se fosse um lugar à esmo
Aí da enchente, os mesmos ɾeclamam do governo
Que não governa nada, tá nem [A]pro mal nem [A]pro bem
Ia governar como, se aqui [F]ninguém ouve ninguém
Minha cidade tɾampa 24 horas por dia
Os que não morrer de tédio, morre de asfixia
A CIA monitora isso que 'cê faz agora
Mas não interfere, só fere, o pai da criança que chora
Nosso sofrimento [C7]dá prêmio pra quem [A]se esconde em [A]bairro nobre
Tô cheio disso, igual as cadeias cheias de pobre (porra!)
Cidadania onde? Nós cuspiu na lei de Gandhi
É quente memo, cidadão é uma cidade grande
A ɾua é nóiz!