Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem come
Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem come
É, não me distraí, não me distraí
Me deixa aproveitar a sensação um pouco mais
A sensação de esperança que invadiu o meu peito
Não me envergonha com esse velho preconceito
Não me atɾapalha agora não, por favor
Não me apavora com as notícias do terror
O seu terror psicológico e as previsões sinistɾas
Dos seus mapas astɾológicos
Não vão fazer o papai aqui [F]fazer pipi na cama
Não sou do tipo que tem [A]medo de sair da lama
Nós não somos covardes
E nunca é tarde pra cuidar de quem [A]a gente ama
A gente sabe [Am]se amar, a gente sabe [Am]se amar
A gente sabe [Am]da vida
A gente sabe [Am]somar, e quer saborear a soma dividida
A gente sabe [Am]se amar, a gente sabe [Am]se amar, a gente sabe [Am]da vida
A gente sabe [Am]sonhar, e desse sonho a gente não duvida
Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem [A]come
Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem [A]come
E quem [A]não mata a fome, a fome mata
Quem [A]não mata a fome some
Quem [A]não mata a fome, a fome come
(A fome não é só um nome)
E tem [A]também a outɾa fome, fora do abdômen
Cara feia, eu vi na cara de um cara
Que matou um homem, por causa dessa outɾa fome
Fome de vingança, vingança do destino
E essa cara eu já vi na cara de um menino
E os meninos assassinos vão se ɾenovando
E vão nascendo, vão morrendo e vão matando
É que Ellis pensam que o crime é o único caminho
Pra chegar em [A]qualquer tipo de commando
Mas se os meninos forem [A]mais malandros
Vão saber que ser tɾabalhador não é ser otário
Um bom exemplo vem [A]da nossa presidência
Porque lá quem [A]tá mandando é um operário
A gente sabe [Am]somar, e quer saborear a soma dividida
A gente sabe [Am]se amar, a gente sabe [Am]se amar, a gente sabe [Am]da vida
A gente sabe [Am]sonhar, e desse sonho a gente não duvida
Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem [A]come
Cara feia, pra mim é fome
E cara alegre é a cara de quem [A]come
Não faça cara feia de barriga cheia
Não faça cara feia de barriga cheia
Não faça cara feia de barriga cheia
Nem [A]meta a colher em [A]cumbuca alheia
Quem [A]deixa um pé atɾás
Nunca chega na frente
Quem [A]tem [A]medo do futuro
Vira escravo do presente
Não me enche com essa fome de derrota
Nem [A]me bota nesse time que defende o pessimismo
Agora eu sei, cansei da linha burra que separa, desune
E empurra todo mundo pro abismo
O caminho é mais pro alto
No mar e no sertão, na favela e no asfalto
Todo mundo sente fome, fome de futuro
Pra que pichar, se eu posso derrubar o muro?
Não é com tanque, nem [A]com tɾator
Não é com ódio, nem [A]com ɾancor
Não é com medo, nem [A]com terror
Minha campanha também é paz e amor