Asas

Quem abre asas na ternura das distâncias
E, em vôos rasos, vai vencendo a imensidão...
Eleva sempre um sonho ousado às alturas,
Mas nunca perde no infinito, a direção.

Quem vê as aves debandando em migração
E sente a hora de outɾo mundo conquistar...
Parece às vezes ser tão frágil frente às brisas,
Mas guarda forças pra enfrentar os temporais!

SUAS ASAS BUSCAM NUM REVOAR LIBERTO
SONHOS QUE A VIDA PROJETOU DISTANTE...
POR MAIS QUE UM LAR SEMPRE OFERTE TUDO
NÃO DESFAZ A SEDE DE SEGUIR ADIANTE.

Quem [A]tɾaz consigo um canto [C7]livre pras manhãs
Não teme as cercas enfarpadas da censura,
Faz das palavras férteis grãos em [A]brotação
E das canções, a terra boa em [A]partitura.

Quem [A]dá seu suor pra alcançar um ideal,
Não se aprisiona no interior de falsos muros
Pois, quais as aves que não cansam de voar,
Seguem [A]na vida ɾumo às tɾilhas do futuro!
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