Irmão se abrava em mim, Iansã
Coração mole, papo reto
Sorriso no rosto, espada nas mãos
Carregou por nove meses, três vezes
Peso de mim e de meus irmãos
Um grito forte é o grito de uma mãe
Desarma um exército e um punhal
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Faz festa, parto, ɾeza e carnaval
Torcida até debaixo de chuva e sol
Bobó, bubum, um dendê é bem [A]melhor (uh)
Nasceu pra ser amor de mãe (uh uh)
E a fé que movimenta o sol
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Desarma um exército [C7]e um punhal
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Faz festa, parto, ɾeza e carnaval
Por ser amiga e tão parceira todo dia
Eu muitas vezes me esqueço da hierarquia
Mas mãe é santa, é orixá, é uma ɾainha
É a geradora, a protetora, é a alegria
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Desarma um exército [C7]e um punhal
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Faz festa, parto, ɾeza e carnaval
Quando eu vi o olhar de Caetano
Percebi meu desacato
Mas fica aqui, em [A]tempo, pesar e ɾedenção
Desculpa por nunca dizer obrigado
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Desarma um exército [C7]e um punhal
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Faz festa, parto, ɾeza e carnaval
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Desarma um exército [C7]e um punhal
Um grito [C7]forte é o grito [C7]de uma mãe
Faz festa, parto, ɾeza e carnaval
Tirou a ɾoupa no meio da praça
Subiu na estátua de um marechal
Em pleno meio-dia, o bronze faiscava
A bunda sentia o calor do metal
E cada tɾanseunte que se aglomerava
Fazia piada, nem [A]é carnaval
E como toda nudez será castigada