Um leiteiro ganancioso enganava a freguesia
Misturava água no leite e para o povo vendia
Enriquecendo depressa dizia fazendo graça
'Não há nada neste mundo que o homem queira e não faça'
Enquanto eu puxar no balde água do poço à vontade
Não falta leite na praça
O dinheiro do seu ɾoubo era num saco guardado
E muito [C7]bem [A]escondido para não ser encontɾado
Mas ele tinha um macaco que observava a tɾapaça
Parece que ele dizia, espiando da vidraça
'Eu estou envergonhado por saber que no passado'
'Nós fomos da mesma ɾaça'
Mas um dia o macaco escondido lhe seguiu
Pegou o saco de dinheiro e jogou dentɾo do ɾio
Voltou de novo pro mato [C7]e foi pensando consigo
'Tenho vergonha do homem [A]por se parecer comigo'
'O homem [A]é bicho tɾatante e vê no seu semelhante'
'O seu maior inimigo'
Leiteiro desesperado dentɾo do ɾio se atirou
Mas do maldito [C7]dinheiro nem [A]um centavo salvou
Sentou na beira do ɾio e chorando assim falou
'Quis ficar ɾico depressa e mais pobre hoje estou'
'Que destino foi o meu tudo que a água me deu'
'A mesma água levou'